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Consumidor já paga R$ 90 pelo botijão de gás em Nilópolis

Dono da Kesgás, em Nilópolis, Thiago Cabral, de 35 anos, resolveu incorporar o aumento aos seus gastos fixos, com receio de perder a clientela. Ele manteve o preço de venda em R$ 85. O motivo é a concorrência desleal dos clandestinos. Se anos atrás ele conseguia ter uma margem de lucro de R$ 25, hoje não passa de R$ 9 por botijão.

“Estou segurando esse prejuízo porque se não o cliente “chora”. Enquanto eu tenho custos com produto, aluguel de loja, funcionário, conta de luz e contador, tem muito clandestino vendendo mais barato porque não paga imposto nem nada disso. O cliente sequer desconfia, porque esses vendedores irregulares também têm imãs de geladeira e entregam em casa. O certo é pedir o cupom fiscal, mas as pessoas não se preocupam e correm para onde está mais barato”, reclama Cabral.

Américo Luiz Gonçalves, de 45 anos, proprietário da Amigo do Gás, também em Nilópolis, resolveu aumentar o valor cobrado dos clientes de R$ 85 para R$ 90 nesta semana. Como consequência, viu as vendas — que costumavam ser de 30 botijões por dia — caírem à metade.

“Tem gente que não é legalizado vendendo o botijão por R$ 80. É complicado. O que me segura é que eu também vendo galão de água de 20 litros. Aí compensa, de certa forma”, desabafa o empreendedor.

Segundo fontes do setor, neste ano, o preço do gás de botijão acumula alta de 38%. O mais recente aumento é o primeiro desde quando o general Joaquim Silva e Luna tomou posse como presidente da Petrobras, em abril.

A moradora de Anchieta, Denise Moreira, de 53 anos, notou aumento de R$ 8 no preço do gás de cozinha ao fazer uma pesquisa de preço nesta quarta-feira. Ela conta que tinha o hábito de manter sempre um botijão reserva em casa, para o caso de o gás acabar durante o preparo de uma refeição. Agora, pagando R$ 90 por cada um, ela diz que só vai comprar quando for realmente necessário.

“Antes, eu costumava cozinhar para o almoço e para o jantar, para a comida ficar fresquinha. Agora, faço de uma vez só numa única panela e esquento no micro-ondas, o que não resolve muito porque a luz também está cara. E quando vou fazer cuscuz, por exemplo, já cozinho o ovo na água embaixo, ao mesmo tempo, para gastar menos gás”, conta.

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