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Semáforo instalado em Anchieta prejudica trânsito em Nilópolis

Com as restrições provocadas pela pandemia do Coronavírus sendo cada vez mais flexibilizadas, a população vai voltando a sua rotina normal e dirigir na divisa entre os municípios de Nilópolis e Rio de Janeiro voltou a exigir muita paciência dos condutores.

Passar de uma cidade para outra pode significar martírio, principalmente no horário de pico. A rua Cardoso de Castro é a pior. Quem está na rua Getúlio Vargas, em Olinda enfrenta dificuldades para atravessar a ponte sobre o rio Pavuna, por causa do tempo de espera no semáforo localizado no cruzamento com a rua Zanini, em Anchieta. O engarrafamento chega até o cruzamento com a rua Joaquim Máximo Soares.

Os motoristas culpam a falta de ordenamento por parte da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da Prefeitura do Rio. Para eles, a situação que já era complicada por causa de um supermercado e de um posto de gasolina, só piorou após a implantação do semáforo, justamente em frente ao supermercado.

SEMÁFORO
O semáforo causador do problema. Foto: Google

 

“A Prefeitura do Rio viu o crescimento acontecer e não fez nada. O comércio está forte ali e está atraindo muita gente, os motoristas param onde querem, cortam de qualquer maneira e não se vê um só agente de trânsito ali. Para piorar, talvez para agradar ao dono do supermercado, enfiaram um sinal que só serve para prejudicar os motoristas. São raros os pedestres que atravessam ali. Nós que moramos em Nilópolis e temos que sair para o Rio é que sofremos”, disse um motorista.

Para o motorista de ônibus, Francisco Duarte, o semáforo é necessário para evitar acidentes, mas é preciso que o tempo dele fechado para o trânsito da Rua Cardoso de Castro seja menor do que é hoje:

“O semáforo ali fica muito tempo no vermelho, isso que está errado, tem que deixar o trânsito da Cardoso de Castro mais livre”, pediu.

Caos depende de entendimento

A solução para o problema, segundo o especialista em trânsito,  Lucas Fernandes, depende de um consenso entre as prefeituras de Nilópolis e Rio de Janeiro para tentar minimizar os problemas no trânsito da região. O primeiro ponto a ser acordado é verificar o tempo dos semáforos, tanto em Nilópolis quanto no Rio:

“É preciso que ambos os municípios entrem em consenso para ajustar os tempos semafóricos, até porque se mexem do lado de cá, influencia do lado de lá, e vice-versa. Depois deve-se analisar o impacto e verificar outras necessidades”, disse.

De acordo com o coordenador de Educação para o Trânsito da Secretaria Municipal de Transporte de Nilópolis, Nilton Marques, algumas medidas foram tomadas para minimizar o problema do trânsito na região, como a reprogramação no tempo dos semáforos no lado nilopolitano.

“Da nossa parte estamos fazendo o possível para minimizar o problema, mas dependemos da Prefeitura do Rio fazer a parte dela”, explicou.

Marques informou ainda que o secretário Ricardo Galego já está fazendo contato com a Secretaria Municipal de Transporte do Rio de Janeiro e o objetivo é firmar uma parceria entre as duas pastas para atuarem em conjunto, de forma a realizar estudos que ponham um fim ao problema:

“Temos notado um aumento na demanda de veículos nos últimos meses e nas últimas semanas o engarrafamento em Olinda voltou a acontecer. Já estamos alinhando uma reunião com a secretária Maína Celidonio para apresentarmos a nossa demanda e também contribuirmos para o ir-e-vir entre as cidades”, concluiu.

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