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Coluna do Pedro Henrique | Apenas pense e reflita

Certas vezes temos que pensar de forma simples, porque na simplicidade encontra-se a maior das riquezas: a sabedoria. Aprofunde-se e encontrará a si mesmo.

Neste mundo cujo ter vale mais comparado ao ser, devemos refletir acerca da individualidade a nos tornar humanos. Viveremos em solidão absoluta desde o dia de nosso nascimento, até quando retornarmos aos elementos básicos condensados que dão vida à Terra: a infinitude do pó, no sentido figurado.

No diapasão da solidão contínua, mesmo que cercado por muitas pessoas, nossas atitudes e gestos compreendem somente a nós, visto que o outro não tem a menor chance, ainda que gêmeo seja, de sentir as mesmas coisas que habitam nosso íntimo. A nos reger, em todos os campos da caminhada, temos foro exclusivo da nossa consciência.

As consequências de nossos gestos na vida de outras pessoas são um grande mistério.
Esses gestos são conversas, conselhos, palavras, sorrisos, tristezas, carinhos, decepções entre outros fatores.
Podemos somente imaginar seu impacto, ainda assim jamais saberemos do que nossas atitudes são capazes no outro ou nos outros.

O inverso também ocorre porque ninguém sabe sua dor, logo não mensura também sua glória, ainda que seja tentado copiar o último elemento quase de forma constante quando sua vida é considerada um modelo de sucesso.

Via de regra, ombros de apoio são importantes nos momentos de dor, mas não têm a capacidade de reerguê-lo perante a adversidade. Ocorre o mesmo também nos momentos de glória. Quem se reergue é você, não o apoio que lhe é dado.

Apoio em demasia é moleta que de dignificante no início, torna-se, com o passar do tempo, incapacitante. Reis não precisam de bajuladores, os que assim pensam, perdem seu trono para eles.

Quando houver a compreensão clara de que o amor e a dor são personalíssimos, muitos íntimos não serão mais fragmentos de consciência.

Nada, absolutamente nada, pode ser igual a você. Logo, você estará sozinho na caminhada para todo sempre neste universo magnífico. Então para quê se importar com uma aceitação limitante ao que os demais querem.

A sua vontade deve ser respeitada ao ponto que o único limite existente entre as pessoas e ela (a sua vontade) seja o respeito mútuo. O que é desagradável ao outro não deve ser lançado por mim aonde quer que eu esteja: escola, faculdade, família, trabalho e vice-versa. Eis aí a harmonia nas relações pessoais.

Outro ponto são os valores de sociabilidade e de comunicação que não nascem com você.

Você os aprende na convivência com pessoas similares, ainda assim não idênticas. O instinto de sobrevivência é a única coisa que vem com você.

A única obrigação que você tem nesta vida, verdadeiramente, é com apenas você. Quando você partir, biologicamente, nada restará senão a memória de você nos outros. Você não leva sua memória e suas experiências para o fim da linha, infelizmente. O que passar disso é transcender à consciência fática de nosso raciocínio textual.

O que se vê, o que se vive, a materialidade abjeta, arrogante e sinuosamente medíocre não chegam, por exemplo, aos pés do ar que se respira. Já percebeu o quanto ele faz falta? Ainda assim você não o vê, não o toca, mas ele é um item essencial à sua vida, o mais importante dela do início ao fim.

Caso você seja um humanista, um transcedental ou um dotado de fé inequívoca em algo, alguém, perceba, solenemente que essa situação só existe porque a sua vida caminha pela linha do tempo. Ainda assim, mesmo com toda fé, a solidão te acompanha e sempre irá lhe acompanhar.

Então o que fazer com ela, afinal? Um dilema capcioso e de resposta pueril: apenas viva.

Viva sem medo de errar. Erre sem medo de cair. Caia sem medo, pois são os tombos que o fazem voar. E os medos superados que te dão coragem e o fazem seguir em frente.

Passado não tem como voltar, logo deve ser ignorado se tristeza lhe trouxer. Futuro não há como mensurar, porque ele simplesmente não existe. O agora é o verdadeiro presente porque é onde você está e é aqui que você se encontra, literalmente.

 

PEDRO HENRIQUE TAVARES  Pedro Henrique Tavares é Brasileiro, Fluminense, Poeta e Comunicador.

* O texto acima é uma obra pessoal e as opiniões contidas nesta coluna não refletem a opinião do Nilópolis Online. 
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