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Moradores de Nilópolis sofrem com a falta do ônibus direto para o Metrô

Em 1998, com a inauguração da RJ-081, oficialmente denominada Rodovia Carlinhos da Tinguá, e popularmente chamada de Via Light era inaugurada. Com ela também veio uma forma mais rápida de se chegar aos bairros atendidos pelo Metrô. Através das linhas de integração Metrô-Ônibus Baixada, os moradores de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis reduziram em pelo menos 30 minutos o tempo de viagem dos seus municípios até a estação Pavuna.

Por cerca de dez anos os moradores de Nilópolis puderam contar com a linha 652 (Nilópolis x Metrô Pavuna), operada pela empresa Trans1000, para chegar com mais rapidez e conforto ao Metrô. Até mesmo as tarifas eram mais baratas para quem se utilizava do serviço integrado. Com a crise financeira que atingiu a empresa Trans1000, houve um fusão da linha 652 com a linha 651, que ligava Mesquita à Pavuna, extinguindo a linha que saia da Rodoviária de Nilópolis.

TRANS1000
Linha 651. Foto: Reprodução da Internet

 

Com o novo itinerário, que agora saia de Mesquita e passava por todo o Centro de Nilópolis, também surgiram problemas. O intervalo entre os ônibus aumentou consideravelmente e a vantagem de se chegar mais rápido ao Metrô acabou. A situação da empresa foi piorando e os serviços também começavam a prejudicar os nilopolitanos.

Nos anos de 2013 e 2014 a empresa foi impedida pelo Departamento de Transportes Rodoviários (DETRO) de operar linhas intermunicipais, inclusive as que faziam a ligação com o Metrô. Com isso, o governo praticamente decretou o fim da ligação mais rápida através de ônibus com o Metrô da Pavuna.

“Eu era usuário da linha e chegava bem mais rápido ao Metrô, hoje dependo de uma linha de ônibus que dá uma volta enorme para chegar a estação da Pavuna, isso sem contar com o desconforto”, relatou o vigilante Wilson Lima.

Além dele, o vendedor Joel, morador do Cabuís, também sente saudades de quando podia acordar mais tarde pra chegar ao trabalho:

“É sempre assim, o povo sempre que sofre. Essa linha era a mais rápida e passava na porta da minha casa. Hoje tenho que acordar mais cedo para pegar outra condução onde o tempo de viagem é 30 minutos maior”, diz Joel.

Após pedido de vereador, órgão nega existência da linha

LEANDRO HUNGRIA
Vereador Leandro Hungria. Foto: Divulgação

 

Em 02 de junho deste ano, o vereador Leandro Hungria (Solidariedade), apresentou um Requerimento na Câmara Municipal, que foi aprovado por unanimidade, onde solicitou o retorno da operação da linha, porém, a resposta dada pelo Departamento de Transportes Rodoviários (DETRO) foi surpreendente: De acordo com o órgão a linha nunca teria existido.

“Apresentei este pedido diante dos inúmeros munícipes que procuraram nosso gabinete e apresentaram essa necessidade. Imediatamente apresentei um requerimento, onde pedi a volta da linha, mas a resposta do órgão concedente foi da inexistência do itinerário. Vou buscar outros meios para que nossos munícipes não continuem a sofrer com a falta de transportes. Temos a Via Light, que poderia ser usada novamente por uma linha de ônibus direta para a estação do Metrô e vou continuar nessa luta”, concluiu o parlamentar.

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