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Nilópolis pode ficar sem ônibus por falta de combustível, diz federação do setor

A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio (Fetranspor) emitiu um alerta nesta quinta-feira (21). Na nota, a federação informou que o serviço de transporte coletivo por ônibus pode sofrer redução ou até mesmo ser paralisado a partir de amanhã.

De acordo com a entidade, desde a 0h desta quarta-feira (20) as bases terminais das distribuidoras junto à Refinaria Duque de Caxias (Reduc) estão bloqueadas em razão da greve dos caminhoneiros que atuam nas transportadoras de combustíveis de seis estados.  Com o ato, eles reivindicam a redução dos preços do diesel, gás de cozinha, da gasolina e de outros derivados do petróleo.

“Até o presente momento, nenhum caminhão com óleo diesel saiu para abastecer as empresas de ônibus. Visto que algumas empresas associadas operam com estoques mínimos, há possibilidade de, a partir de amanhã (22/10), acontecer uma paralisação parcial de frotas e linhas do sistema intermunicipal”, informou.

A Fetranspor informa ainda que já teria solicitado apoio da Polícia Militar, no intuito de solicitar escolta para alguns caminhões conseguirem ultrapassar o bloqueio em segurança, além de também pedir apoio ao Departamento de Transportes Rodoviários – DETRO e a Secretaria de Estado de Transportes para colaborarem na solução do impasse.

Impostos

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), os transportadores de São Paulo (na região da Replan – Refinaria de Paulínea – e no Porto de Santos), Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e parte da Bahia, coordenados pelos sindicatos empresariais, também paralisaram as atividades.

A categoria pede ainda o alinhamento e a redução de impostos federais e estaduais, uma vez que alegam que governos estaduais e federal transferem a responsabilidade pela alta dos preços uns aos outros, mas não reduzem os valores, deixando as empresas no prejuízo.

Uma greve geral está marcada para o dia 1º de novembro, que pretende ser um ato ainda maior, de acordo com a CNTTL, e deverá ter adesão de 70% do setor. O estado de greve foi decidido pela entidade, pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

Apoio

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os sindicatos filiados também apoiam a greve dos transportadores de combustíveis. Segundo a entidade, os seguidos reajustes nos preços dos combustíveis são consequência da equivocada política PPI (Preço de Paridade de Importação), adotada pela gestão da Petrobras.

A FUP contesta o modelo pelo fato de o Brasil ser autossuficiente em petróleo, tendo grande parte de seus custos em Real. “Enquanto o PPI não mudar, a inflação, que já supera 10% em doze meses, vai continuar sua cruel trajetória de alta, impulsionada pelos combustíveis e gás de cozinha”, criticou a entidade.

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