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Problemas nos municípios vizinhos e surto de gripe sobrecarregam a UPA 24h de Nilópolis

Com problemas no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) dos municípios vizinhos, a unidade nilopolitana está sendo sobrecarregada pelos moradores dessas cidades. A grande maioria das pessoas que buscaram atendimento na unidade nos últimos dias não são moradoras de Nilópolis.

No último dia 28 de novembro, inconformados por não conseguirem atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio, pacientes chegaram a depredar a unidade. Os problemas lá não são recentes. Em postagens nas redes sociais, moradores dos bairros de Anchieta, Ricardo de Albuquerque e outros próximos, alegam que o atendimento naquela unidade se tornou precário há pelo menos um mês.

Como não conseguem ser atendidos em Ricardo de Albuquerque, a solução é procurar a UPA JK, em Nilópolis:

“Infelizmente a situação em Ricardo está muito ruim, não tive outro jeito e fui para Nilópolis, mas todo mundo pensou a mesma coisa e lá estava lotado, mas vi que os profissionais estavam trabalhando com muito empenho e fazendo o possível diante de tanta gente doente”, disse o motorista João Carlos.

UPA DE RICARDO
UPA de Ricardo de Albuquerque. Foto: Reprodução da Internet

 

Responsável pela operação da UPA Ricardo de Albuquerque, a Fundação Saúde informou que profissionais têm se recusado a trabalhar na unidade por causa da violência na região. No entanto, negou que tenha havido paralisação do atendimento no domingo (28).

Já nos demais municípios vizinhos, os problemas no atendimento estão relacionados ao aumento dos casos de síndrome respiratória.

Em São João de Meriti, na UPA da Vila Íris, a espera pelo atendimento podia chegar a até 6h, fazendo com que algumas pessoas tentassem outra alternativa e dentre elas estava a UPA de Nilópolis:

“Cheguei lá com minha mãe passando mal e diante do que vi e ouvi das pessoas, preferi ligar para um amigo que mora em Nilópolis e ele me disse que na UPA de lá estava funcionando normalmente. Não pensei duas vezes e corri para lá, que apesar de muito cheia, o atendimento foi mais rápido que em São João de Meriti”, disse o vendedor Ricardo Moreira.

A prefeitura de São João de Meriti confirma que houve aumento na procura por atendimento de pacientes com sintomas gripais nos últimos dias, e afirma que o atendimento na UPA era de, em média, 250 a 300 pessoas por dia, e passou para cerca de 800 pacientes por dia.

Em Mesquita, o atendimento na UPA de Édson Passos, também sofreu aumento no número de pacientes apresentando os sintomas da influenza, como dor de cabeça, dor no corpo, calafrios, febre, entre outros. O tempo de espera lá aproxima-se das 6h. Pacientes denunciaram que a falta de profissionais especializados provocou revolta e algumas pessoas acabaram desistindo do atendimento lá e acabaram procurando a UPA Nilópolis.

“Um descaso, os médicos não estão conseguindo dar conta. São poucos profissionais e eles estão todos estressados. Vi que ia dar confusão lá e peguei um ônibus e levei meu filho pra Nilópolis. Foi um pouco demorado, mas teve o atendimento que acho não seria feito em Mesquita”, disse a cuidadora de idosos, Vanessa Mendonça.

E o problema não se restringe aos locais mais próximos de Nilópolis. Na própria Capital, outras UPA’s, além da de Ricardo de Albuquerque são alvos constantes das reclamações dos pacientes, que acabam procurando atendimento na UPA de Nilópolis, que também recebe moradores de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo e até mesmo de Japeri, que fica a cerca de 30 quilômetros de Nilópolis.

O coordenador do boletim InfoGripe, da FioCruz, Marcelo Gomes confirmou que o reaparecimento dos outros vírus respiratórios já apontava que mais cedo ou mais tarde a Influenza poderia reaparecer. Com o aumento de casos, municípios já começaram a convocar seus moradores para comparecerem aos postos de saúde e se protegerem.

Além provocar superlotação, a “importação” de pacientes também provoca um aumento nos custos de operação da unidade. Apesar de ser uma unidade compartilhada, ou seja, os custos para mantê-la em funcionamento são divididos entre a Prefeitura de Nilópolis e os governos do Estado e Federal, os recursos destinados à operação são medidos de acordo com a população nilopolitana, ou seja, mesmo atendendo moradores de outros municípios o valor dos repasses não muda.

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