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Governo do Estado realiza limpeza nos rios que cortam Nilópolis

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), trouxe ao município o Programa Limpa Rio, que abrange a limpeza e o desassoreamento de corpos hídricos. Em Nilópolis os trabalhos estão sendo realizados nos rios Sarapuí e Pavuna.

De acordo com o Governo do Estado, além da limpeza e o desassoreamento dos rios, o programa está realizando a remoção dos resíduos sólidos da barragem localizada dentro do Gericinó, na divisa com os municípios de Mesquita e do Rio de Janeiro.

A vinda do programa ao município acontece após alguns bairros de Nilópolis terem sofrido com alagamentos. Apesar de não terem provocado grandes estragos, moradores tiveram que conviver com ruas cheias de água.

“Pelo menos estão fazendo algo, mas isso tinha que ser constante, não adianta limpar hoje e só ano que vem, ou sabe-se lá quando. Infelizmente nem era para ser preciso ficar limpando se a população respeitasse e não jogasse lixo ai dentro”, opinou Álvaro Castro, morador do bairro Cabral.

250 toneladas de lixo retiradas em 2021

Dragas atuaram em 2021 na limpeza do Sarapuí. Foto: Divulgação

 

Em abril de 2021 o presidente da Câmara Municipal de Nilópolis, vereador Rafael Pereira Nobre (PTB) e o prefeito Abraão David Neto (PL), se encontraram com o secretário de Estado de Ambiente e Sustentabilidade – SEAS, Thiago Pampolha, onde solicitaram a inclusão de Nilópolis no Programa Limpa Rios, do INEA (Instituto Estadual do Ambiente).

Naquele mesmo mês, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) retirou cerca de 250 toneladas de materiais sólidos das comportas da barragem do Rio Sarapui, dentro do Gericinó. Na época, o secretário de Meio Ambiente de Nilópolis, Dean Senra, apontou a causa do problema:

“Esse lixo é trazido pela correnteza do Rio Sarapuí desde Realengo e Bangu, na Zona Oeste, e fica retido aqui na barragem”, explicou Dean Senra na época.

Para o engenheiro ambiental, Danilo Carvalho, é preciso atuar na fonte do problema:

“Sabemos que o Sarapui passa por comunidades carentes, onde infelizmente o rio acaba sendo usado como lixeira. Nesses locais além de campanhas de conscientização, é preciso que a coleta de lixo seja feita com uma maior frequência e haja um monitoramento em tempo real da barragem. Não se pode ficar esperando o acúmulo dos detritos, é preciso evitar que eles acumulem. Também é preciso que se faça uma parceria entre as prefeituras por onde o rio passa. Não adianta apenas limpar em Nilópolis e Mesquita apenas”, explicou o especialista.

Problema antigo

LEANDRO HUNGRIA EM FRENTE AO RIO
Leandro Hungria e a quantidade de lixo no Rio Sarapui. Foto: Divulgação

 

Em novembro de 2019, atendendo a um pedido do então empresário Leandro Hungria, morador de Nilópolis e conhecedor das dificuldades daqueles que todos os anos sofrem com as enchentes, levou ao conhecimento do deputado estadual, Rodrigo Amorim (PSL), o estado crítico em que se encontrava o Rio Sarapuí. Na época o parlamentar apresentou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – ALERJ uma indicação legislativa, sendo encaminhada ao então governador Wilson Witzel para que medidas fossem tomadas.

Em junho de 2020 houve a primeira intervenção do Governo do Estado na região, na época foram retiradas cerca de 28,8 toneladas de sedimentos ao longo do trecho de 1,5 km que dividem os municípios de Mesquita e Nilópolis.

“Sabemos que a culpa desse lixo todo no rio é de uma parcela da população que ainda não enxerga que o assoreamento é o grande responsável pelas enchentes. Entendo os anseios da população, mas não podemos deixar de reconhecer que o Poder Público busca fazer a sua parte, mas é preciso que a sociedade também dê a sua contribuição, que é não jogando lixo nos rios”, concluiu Leandro Hungria, que desde janeiro de 2021 está em seu primeiro mandato como vereador de Nilópolis.

Em abril de 2021

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