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Margem do Rio Sarapuí é usada como lixeira no bairro Frigorífico

Todos os anos é a mesma coisa. No período do verão as chuvas fortes provocam transtornos. Os rios transbordam e provocam alagamentos. Infelizmente o maior culpado disso é a própria população. Na verdade uma pequena parcela dela, que insiste em despejar lixo e entulho em qualquer lugar.

Um desses pontos de despejo fica justamente em uma das margens do Rio Sarapuí. No trecho que corta o bairro Frigorífico, em Nilópolis, em uma área cercada de mato também é possível encontrar restos de geladeiras, móveis que um dia decoraram as casas de algumas pessoas, lixo e tudo mais de ruim que puder ser imaginado. E tudo isso bem pertinho de dois locais que ajudam na saúde e no bem-estar dos moradores: a Vila Olímpica e o Parque Municipal Professora Sara Areal, este já no bairro Nova Cidade.

“É uma verdadeira lixeira, jogam de tudo ai, tudo mesmo. Até bicho morto deixam ai. O cheiro que fica é horrível, quem mora por aqui sofre com isso e quando chove, acaba indo muita coisa pra dentro do rio, depois reclamam que enche tudo”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

Sarapuí é mais uma vítima dos carroceiros

 

LIXO NO SARAPUÍ
Margem lotada de lixo. Foto: Via Whatsapp

 

De acordo com um outro morador, a maior parte do material é despejado por carroceiros, que segundo ele, chegam de Mesquita pela Estr. Dr. Rufino Gonçalves Ferreira para acessar a área:

“Quase todo dia tem carroceiro atravessando a ponte e entrando ai. Como é um lugar onde quase ninguém passa e os moradores também ficam com medo, pois não sabemos com que estamos lidando, acabam fazendo o que querem, só que quando o rio enche, tanto a gente daqui quanto de Mesquita acabam sofrendo”, relata.

Coleta de lixo é regular

Tanto em Mesquita quanto em Nilópolis a coleta de lixo é regular. A informação é confirmada pelos moradores:

“O caminhão do lixo passa sempre nos dias marcados, três vezes por semana, tanto lá em Mesquita quanto aqui em Nilópolis, quero entender como as pessoas não conseguem esperar o caminhão passar. Até o caminhão que recolhe entulho passa”, diz o motorista Márcio Coutinho.

Para o morador, a solução é fazer uma estrada ou uma ciclovia nas margens:

“Tinha um projeto de fazer uma estrada por ali, ouço isso já há muito tempo, mas até agora nada. Já que não fazem, as prefeituras, tanto de Mesquita quanto de Nilópolis, poderiam fazer uma ciclovia. Ia ajudar no deslocamento das pessoas e acabaria com esse problema”, sugere.

Projeto previa rodovia

TRANSBAIXADA
Projeção mostra como ficariam as margens do Sarapuí com a TransBaixada. Foto: Divulgação

 

Um projeto antigo poderia acabar definitivamente com o despejo de lixo nas margens e até mesmo dentro do Rio Sarapuí. A TransBaixada começaria no bairro Nossa Senhora de Fátima e terminaria na Rodovia Washington Luís na localidade de Gramacho em Duque de Caxias, fazendo integração com a Rodovia Presidente Dutra e a Via Light.

Com 27 quilômetros de extensão a via teria duas pistas de cada lado e ciclovia, além de um Parque Inundável, que em dias de chuva evitaria que o rio inundasse as áreas próximas, e seco, serviria de lazer a população.

O projeto lançado em 2011 pelo então governador Sérgio Cabral, nunca saiu do papel. Recentemente, em junho de 2021, o governador Cláudio Castro declarou que pretende levar adiante a construção da rodovia por tanto tempo prometida e quase esquecida.

Em dezembro de 2021 a implantação do primeiro trecho da Transbaixada foi tratada em audiência pública na Câmara Municipal de Duque de Caxias. Durante o encontro, boa parte do projeto foi detalhado pelas autoridades presentes. A Transbaixada terá 12 quilômetros de extensão ao longo das margens do Rio Sarapuí, que será dragado e ganhará pista dupla, viadutos, pontes, ciclovias e áreas de lazer. O aporte financeiro deve ser de R$ 900 milhões e o prazo de execução das obras é de 18 meses, porém até agora não foi divulgada a data do início das obras.

Enquanto isso…

CAMINHO TOMADO PELO LIXO
O caminho usado por quem despeja lixo no local. Foto: Via Whatsapp

 

Enquanto nenhum dos projetos sai do papel, os moradores pedem que as prefeituras sejam mais enérgicas:

“Todo mundo sabe que carroça é proibida em todo o Estado. Então é só apreender quem ainda circula. Vai ajudar os animais e acaba com esse problema. É só querer fazer, colocar guarda municipal nas divisas com a Polícia Militar e segurar eles”, concluiu Luís Felipe, outro morador indignado.

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