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Obra de creche foi abandonada e terreno agora é motivo de preocupação para moradores em Nilópolis

Com a esperança de ter onde deixar os filhos pequenos para poder trabalhar, muitas famílias nilopolitanas, estavam contando com um anúncio feito pela prefeitura em 2016. A construção de uma creche na Rua Prefeito Farid Abrão (antiga Mena Barreto), no Centro.

Clique Aqui e relembre a matéria publicada na época pelo Nilópolis Online.

A construção seria feita através de uma parceria entre a Prefeitura de Nilópolis, o Governo do Estado, a SuperVia e o Banco Mundial. A unidade nilopolitana fazia parte do programa Via Lilás e seria uma das quatro previstas para serem construídas naquele ano. Nenhuma delas saiu do papel.

O objetivo do projeto Via Lilás seria o de proporcionar a facilidade das mães em deixar os filhos em segurança e conforto e sem pagar mais para se locomover, já que elas poderiam deixar as crianças na creche e embarcar nos trens da SuperVia. A escolha do terreno foi justamente para proporcionar comodidade, já que a estação ferroviária fica a 500 metros.

Na época, a Prefeitura chegou a afirmar que a verba para a construção já estaria alocada na Secretaria de Desenvolvimento Social. Ainda de acordo com a prefeitura, em 40 dias o projeto estaria pronto para que as obras fossem iniciadas.

CRECHE NÃO SAIU DO PAPEL
Foto divulgada na época pela Prefeitura de Nilópolis. Foto: Divulgação

 

Mas o sonho nunca foi concretizado e hoje, depois de seis anos, o terreno virou um grande problema para moradores e comerciantes locais. Os tapumes que isolavam o terreno já não cumprem mais a sua função e um deles já foi até mesmo derrubado e o local virou ponto de descarte de entulhos e lixo.

 

“Uma pena saber que um projeto tão lindo como esse foi abandonado. Seria a solução para muitas mães que não tem condições de arcar com uma creche particular, e por estar próximo da estação iria facilitar muito”, disse o vendedor Ladislau Nunes, 57 anos.

O radialista aposentado Francisco Costa, 61 anos, morador da região desde 2004, conta que, já suspeitava que o projeto não iria sair do papel.

“O pessoal da prefeitura veio e cercou o terreno, mas nem chegaram a colocar placa com o que seria feito ali. Só soube o que era ao ver a matéria no jornal, mas nem chegaram a mexer no terreno. Eu até cheguei a falar com os vizinhos que estava muito estranho, como anunciam uma obra e não colocam nem uma placa ? Deu no que deu”, lamentou.

Segundo comerciantes locais, além de servir como depósito de entulho, usuários de drogas descobriram o local e costumam fazer uso do entorpecente no terreno.

“Gostaria que pelo menos a Prefeitura limpasse o terreno e cercasse novamente, não seria a solução ideal, mas pelo menos diminuiria os transtornos”, disse um comerciante que não quis se identificar.

Projeto para auxiliar vítimas de violência doméstica

Além da criação de Creches Lilás, onde as mulheres poderiam deixar os filhos com segurança e conforto em equipamentos instalados perto das estações de trens, o Via Lilás, lançado em 2 de março de 2015, era um projeto que tinha como objetivo auxiliar as vítimas de violência. A iniciativa era focada em três pilares para garantir a reinserção social e profissional de mulheres que sofrem violência doméstica: orientação, acolhimento e capacitação.

Na época foram instalados totens interativos em estações de trens, contendo informações sobre programas de atendimento e serviço de estruturas governamentais voltadas às vítimas de violência, assim como dados sobre rede de saúde, leis de garantia dos direitos da mulher e benefícios sociais.

O projeto também previa acesso a cursos de capacitação, atendimentos de saúde e jurídico, além de atividades culturais, por meio das Casas Lilás, que funcionariam na Pavuna, na Zona Norte do Rio, e em Nova Iguaçu, na Baixada.

Atualmente o Via Lilás é mantido pelo RioSolidario, em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Banco Mundial, SuperVia e Secretaria de Estado de Transportes. Do projeto inicial, sobraram apenas alguns totens espalhados em estações e locais de grande circulação. Um deles, inclusive, chegou a ser instalado dentro do Paço Municipal Prefeito Farid Abrão, mas atualmente se encontra fora de operação.

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