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Empresas de ônibus de Nilópolis entram na Justiça para pedir reajuste de tarifa

E os nilopolitanos devem ficar preparados para gastar mais se quiserem viajar de ônibus dentro de Nilópolis. Um possível reajuste nas tarifas das linhas municipais pode estar vindo por aí. A informação foi divulgada no último dia 26 de fevereiro pela jornalista Berenice Seara, em sua coluna no Jornal Extra.

Segundo Berenice, as empresas de ônibus que operam linhas ligando os bairros de Nilópolis, teriam pedido ao prefeito Abraão David Neto (PL) um reajuste no preço das tarifas. A solicitação teria sido negada pelo chefe do Executivo nilopolitano. Insatisfeitas, as empresas resolveram mover uma ação na Justiça para resolver o imbróglio.

Os empresários do setor alegam que sem o reajuste há o risco de um colapso, podendo até mesmo serem obrigados a suspender a operação das linhas. Para eles, como o último reajuste foi concedido há três anos, as tarifas deveriam sofrer um aumento de no mínimo R$ 1,66, passando dos atuais R$ 3,95 para R$ 5,61, compensando a inflação e o custos de operação, o que inclui gastos com combustíveis, manutenção e recursos humanos dos anos em que não houve reajuste.

Concorrência também impacta nas tarifas dos Ônibus

Para o especialista em transportes e mobilidade, José Vasconcellos, o setor vive uma crise sem precedentes:

“Não só em Nilópolis mas praticamente em todo o Brasil o setor de transporte rodoviário de passageiros está sendo impactado pela concorrência, algumas vezes desleal de outros meios. A chegada das empresas de transporte por aplicativo fez com que muita gente deixasse de viajar de ônibus, mas não é só isso, especificamente no caso de Nilópolis, há o mototáxi, que ainda não foi devidamente regulamentado e ainda temos taxistas que brigam pelos passageiros dos carros de aplicativos, cobrando valores abaixo da tabela”, aponta.

Vasconcellos ainda acrescenta a ausência de políticas públicas voltadas para a mobilidade:

“Junte a isso a questão dos itinerários defasados, que não acompanharam o progresso do município, a falta de estudos técnicos com relação ao trânsito, que aumentou o tempo de viagem, por consequência o gasto de combustíveis e demais insumos das empresas. Nilópolis é um município pequeno demais para ter tantas linhas, há ônibus demais em um determinado ponto e em outros há falta. No meu entender Nilópolis deveria focar em linhas ligando os bairros entre si, de forma circular durante o dia e nos horários de pico, colocar linhas ligando os bairros maiores ao Centro”, defende.

Concluindo, Vasconcellos também aponta que os empresários deveriam se juntar e propor à Prefeitura mudanças:

“Nos países mais desenvolvidos as soluções que envolvem a mobilidade urbana partem dos próprios concessionários. Eles que motivam as mudanças a serem adotadas pelo Poder Público. Aqui no Brasil é feito o contrário. No caso de Nilópolis, as duas empresas deveriam não só brigar pelo aumento da tarifas, mas também brigar pela implementação de melhorias que beneficiem a população e, consequentemente, os beneficiem. Além disso, já passou da hora das empresas deixarem de lado a “briga” entre eles e se juntarem para oferecer melhores serviços, em que o usuário prefira usar o ônibus”, concluiu.

Caso a Justiça acate a solicitação dos empresários, a tarifa única dos ônibus municipais ficaria R$ 1,16 mais cara que a tarifa básica das linhas que ligam Nilópolis a outros municípios, como Mesquita e Nova Iguaçu, por exemplo, que após o reajuste concedido pelo Governo do Estado no último dia 1º de março, foi elevada para R$ 4,45.

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