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Terreno abandonado é motivo de reclamações no Centro de Nilópolis

Os proprietários e locatários de salas comerciais no Condomínio Brasílica, no Centro de Nilópolis, estão literalmente tendo que conviver com plantas que quase entram em seus locais de trabalho. Não estamos falando de pessoas que sejam contra a natureza, mas sim de empreendedores que há cerca de seis anos estão sendo obrigado a conviver com um terreno abandonado ao lado de suas salas.

O terreno em questão era ocupado pelas sedes da Câmara Municipal e da Prefeitura Municipal e foi posto a venda pelo então prefeito Alessandro Calazans no ano de 2016. Naquele mesmo ano os imóveis foram demolidos e desde então o terreno está abandonado.

“Não podemos sequer abrir as janelas de nossas salas, as trepadeiras subiram pelas paredes e estão quase entrando nas salas. Além disso, baratas, ratos e todos os tipos de insetos acabam invadindo o prédio. Eu mesmo já me deparei com um rato dependurado na minha janela. Ele subiu pela trepadeira e ficou ali sobre o aparelho de ar condicionado. Está muito difícil essa situação”, diz a advogada Marina Marins, que já pensa em acionar na Justiça os proprietários do imóvel.

Quem também reclama são os pedestres. Os tapumes que cercavam o terreno estão praticamente soltos e ameaçam cair sobre quem passa pela Avenida Mirandela, uma das principais vias do Centro.

“Passo por aqui todos os dias, mas agora procuro andar quase na rua, quando venta então, ai que fica mais perigoso, esses tapumes são feitos de ferro ou alumínio e podem causar ferimentos graves e quem sabe até matar alguém. É uma irresponsabilidade e ninguém faz nada”, disse a auxiliar administrativa Larissa Barbosa.

Além dos animais peçonhentos, o mato alto agora também serve para esconder pessoas mal intencionadas. O comerciante Marcos Costa conta que já viu gente entrando no terreno para fazer uso de drogas:

“Quando estava tudo fechado pelo menos o problema eram os bichos e os insetos, mas agora tem gente entrando ai pra se esconder e fumar maconha. O cheiro é horrível, mas o que podemos fazer ? A polícia diz que não pode entrar, a Prefeitura diz que a área é particular, então como ficamos? Meu medo é que daqui a pouco isso aqui vire um esconderijo para bandidos”, alerta.

Além do Condomínio Brasílica, o terreno é cercado por duas escolas, integrantes das redes privada e pública de ensino. A presença de crianças e adolescentes na calçada do terreno também preocupa os pais e responsáveis:

“Meu filho estuda ali perto e sempre o aconselho para não passar perto do terreno. Aquilo é um perigo, tem partes soltas prestes a cair na calçada, é preciso que alguém faça algo”, pediu a enfermeira Suely Moreira.

R$ 3 milhões pelo terreno

PRÉDIO DA PREFEITURA DE NILÓPOLIS DEMOLIDO
O prédio da antiga prefeitura ocupava o terreno. Foto: Reprodução da Internet

 

A história do terreno localizado na esquina entre a Avenida Mirandela e a Rua João Pessoa começa no ano de 2014. Naquele ano, o prefeito Alessandro Calazans resolve dar início à venda do terreno. Na época o prefeito alegou que tanto as sedes do Legislativo quanto do Executivo estavam obsoletas e não atendiam mais as necessidades e os recursos recebidos com a venda seriam usados na adequação da nova sede da Prefeitura e na revitalização do Centro do município.

A Lei nº 6.422/2014, que autorizou a desafetação e a alienação dos imóveis, foi aprovada pela Câmara de Vereadores em 30 de abril de 2014 e a sua regulamentação foi publicada em 02 de maio de 2014. Mas a efetiva venda só ocorreu em 2016. Avaliados em R$ 2,5 milhões, os prédios que ocupavam uma área total de 1.875 m2, foram a leilão e uma empresa arrematou os imóveis por R$ 3.301.000,00 (três milhões trezentos e um mil reais).

O contrato 03/16, que regulamentou a venda, foi publicado no dia 05 de fevereiro de 2016 no Jornal A Voz dos Municípios, que atua como o Diário Oficial do Município.

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