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Condôminos de prédio no Centro de Nilópolis sofrem furtos e culpam terreno abandonado

Os proprietários e locatários de salas comerciais no Condomínio Brasílicia, no Centro de Nilópolis, estão tendo os seus imóveis furtados por bandidos que usam um terreno abandonado para se esconder.

O terreno em questão era ocupado pelas sedes da Câmara Municipal e da Prefeitura Municipal e foi posto a venda pelo então prefeito Alessandro Calazans no ano de 2016. Naquele mesmo ano os imóveis foram demolidos e desde então o terreno está abandonado.

Somente nas últimas semanas, três salas comerciais foram furtadas no prédio, que fica na Avenida Mirandela, 355. Em uma delas, os bandidos usaram o terreno baldio para roubar um aparelho de ar condicionado e ainda entraram pelo buraco para dentro da sala e furtaram o que podiam carregar.

“Nunca imaginei que algo assim poderia acontecer. Conseguiram tirar o ar pelo lado de fora e ainda usaram o buraco para entrar. Graças a Deus, não conseguiram levar coisas maiores, mas tive um prejuízo grande”, disse a advogada Marina Marins.

TERRENO
Os tapumes estão caindo e deixando o terreno aberto. Foto: Via Whatsapp

 

A advogada, por sinal, também foi vítima pela segunda vez na semana passada:

“Mandei colocar tijolos no buraco onde ficava o ar, mas isso não impediu que entrassem de novo. Dessa vez entraram pela janela. Eles cortaram as grades e abriram a janela pelo lado de fora. Minha sorte é que eu me antecipei e tirei tudo de valor que estava aqui”, contou.

Não satisfeitos em furtar objetos das salas, os bandidos passaram também a furtar cabos. No último mês já foram registradas três ocorrências similares:

“Como o condomínio está tomando providências para evitar invasões, os bandidos agora estão roubando o que está do lado de fora e ao alcance deles. O alvo agora são os cabos de energia.”, conta um condômino.

O sofrimento dos condôminos do Brasílicia foi alvo de uma reportagem do Nilópolis Online. Eles já haviam demostrado preocupação com a quantidade de pessoas que estavam entrando no terreno.

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QUADRO DE LUZ
Fios também passaram a ser furtados. Foto: Via Whatsapp

Cerca de R$ 10 mil em prejuízo

Os condôminos não divulgaram o valor exato do prejuízo gerado pelos roubos, mas estima-se que pode chegar a R$ 10 mil. Mas para muitos a incerteza de não poder trabalhar em segurança é maior do que os prejuízos financeiros:

“Hoje tenho medo de trabalhar na minha sala. Não sei se ao abrir a porta vou encontrar alguém lá dentro. Não tenho mais o que fazer, só mesmo se eu concretar minha janela e passar a usar apenas ar condicionado, mas mesmo assim, tem gente aqui que não tem condições de arcar o custo de uma conta de luz mais cara por causa do ar. A maioria que tem sala ou aluga aqui é humilde, que batalha todos os dias para levar o pão de cada dia pra casa. É revoltante!”, desabafa a advogada Marina Marins.

De acordo com a síndica do prédio, Roberta Brandão, já estão sendo estudadas quais medidas podem ser adotadas contra os proprietários do terreno.

“Não podemos adiantar nada, mas vamos tentar pelo menos que os proprietários limpem e cerquem o terreno. Enquanto isso, estamos orientando os condôminos a fazerem o boletim de ocorrência”, concluiu.

R$ 3 milhões pelo terreno

PRÉDIO DA PREFEITURA DE NILÓPOLIS DEMOLIDO
O prédio da antiga prefeitura ocupava o terreno. Foto: Reprodução da Internet

 

A história do terreno localizado na esquina entre a Avenida Mirandela e a Rua João Pessoa começa no ano de 2014. Naquele ano, o prefeito Alessandro Calazans resolve dar início à venda do terreno. Na época o prefeito alegou que tanto as sedes do Legislativo quanto do Executivo estavam obsoletas e não atendiam mais as necessidades e os recursos recebidos com a venda seriam usados na adequação da nova sede da Prefeitura e na revitalização do Centro do município.

A Lei nº 6.422/2014, que autorizou a desafetação e a alienação dos imóveis, foi aprovada pela Câmara de Vereadores em 30 de abril de 2014 e a sua regulamentação foi publicada em 02 de maio de 2014. Mas a efetiva venda só ocorreu em 2016. Avaliados em R$ 2,5 milhões, os prédios que ocupavam uma área total de 1.875 m2, foram a leilão e uma empresa arrematou os imóveis por R$ 3.301.000,00 (três milhões trezentos e um mil reais).

O contrato 03/16, que regulamentou a venda, foi publicado no dia 05 de fevereiro de 2016 no Jornal A Voz dos Municípios, que atua como o Diário Oficial do Município.

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