1916 – Atualmente
D esde os tempos de fazenda, Nilópolis já contava com a participação feminina, que hoje integra sua história. Deixar de citar ao menos uma parcela desse todo seria imperdoável. Em 1916, quando ainda se chamava Engenheiro Neiva, Nilópolis se orgulhava de ter sua primeira rainha da beleza: a senhorita Ely de Abreu, filha do Coronel Júlio de Abreu.
Na história nilopolitana, não podemos esquecer figuras queridas como Maria Aparecida Gauz e Florípedes da Cunha, as primeiras professoras estadual e municipal de que se tem notícia. Também merece destaque Maria da Conceição Cardoso, professora da Escola Municipal Coronel Antônio Benigno Ribeiro, responsável por inúmeros benefícios ao município, incluindo o plantio da primeira árvore na então Praça Paulo de Frontin (um pé de oitis).
Stela de Queiróz Pinheiro fundou o Externato Santa Terezinha, que depois passou a ser o Instituto Filgueiras, e o Ginásio Anacleto de Queiróz, ambos já extintos. Foi a primeira e única mulher no mundo a dirigir um Tiro de Guerra (E.I.M 400), em Nilópolis, recrutando 800 reservistas. Além disso, foi vereadora na primeira Câmara Municipal.
Na política, arte, educação e cultura, o município contou com nomes como a professora Bertha D’Alessandro; Maria Magdalena Gonçalves (vereadora em duas legislaturas); Fernanda Brito Araújo; Laura Chapot; Diva Moreira Olivetti; Nadir Cardoso Leal; e as irmãs educadoras Gilce e Gilda dos Santos.
A professora Sara Areal foi uma das educadoras que mais benefícios trouxe para Nilópolis. À frente da Inspetoria de Ensino de Nova Iguaçu, melhorou o ensino primário municipal e ampliou a rede escolar em toda a região, incluindo Duque de Caxias, São João de Meriti e Nilópolis. Criou serviços dentário, médico, alimentar e assistencial aos alunos, fundou escolas e o Parque Infantil Maria da Conceição Cardoso, hoje Parque Municipal Professora Sara Areal, ao lado onde funcionava a primeira sede da Escola Municipal Edyr Ribeiro, em Nova Cidade. Foi também a primeira inspetora de ensino de Nilópolis na década de 1950. Haydee Siqueira Araújo, exemplo de dedicação ao ensino público, dirigiu por 20 anos a Escola Estadual Antônio Figueira de Almeida (AFA).
Nilópolis lembra com carinho de suas filhas ilustres, como Dona Pequetita, a parteira que trouxe ao mundo muitos nilopolitanos, e Júlia Abrãao David, a querida “tia Júlia”, que sempre foi esperança para crianças carentes e consolo para adultos aflitos. Tia Júlia oferecia pão, palavras amigas e um colo acolhedor para aliviar as mágoas.
Outras mulheres também marcaram a história nilopolitana, como a vereadora Nilcéa Clara Cardoso, as dançarinas Nair Babo e Valéria Brito, e tantas outras que ainda virão. Essas são as nossas Mulheres Históricas.
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